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A CONQUISTA MAIS IMPORTANTE

 

            “Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce”. (Tg 3.7-12)

 

            Leia com calma o texto acima e repare dois lados. Por um lado o homem domina animais selvagens, por outro, não consegue dominar sua própria língua. Conquista o mundo externo, mas não consegue liderar a si mesmo. Será isso possível? O homem pode conquistar do lado de fora e não dominar-se do lado de dentro? Repare o que a Bíblia diz: “Melhor é o longânime do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade” (Pv 16.32). “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” (Mt 16.26).

 

            Contemplando essas verdades podemos ver que alguém pode ter conquistado cidades, mas não dominado a si mesmo. Ganhado o mundo, mas perdido a sua própria alma. Tiago nos exorta a não darmos tanta atenção ao lado de fora, mas dominarmos a língua, lidarmos com o que está dentro de nós. Alguns gostam de dizer que Tiago está afirmando que não se pode domar a língua. Contudo, para entender essa passagem, precisamos observar seus públicos alvos nas expressões “homens” e “irmãos”. A primeira expressão, “aos homens”, nos refere a questão da língua de forma geral para a raça humana. Depois ao seu público, os “irmãos”, ele diz que não convém que seja assim. O termo “irmãos” fala da igreja daqueles que nasceram de novo, que receberam da parte de Deus o fruto do Espírito chamado domínio próprio. Embora os homens de forma geral não consigam dominar sua língua e a usam como veneno, o novo nascido pelo poder do Espírito pode dominar sua boca e usá-la não como veneno, mas, como ensina Salomão, como medicina para o seu corpo. Sua língua pode curar e não trazer veneno. Se a língua fosse indomável ao cristão, seria injusto chamar o cristão a dominá-la.

 

            Por essa razão, concentre-se em deixar Deus dominar sua língua. Valorize mais seu mundo interior do que o exterior. O mundo valoriza sucessos externos, nós os cristãos deveríamos valorizar mais vitórias internas. É mais importante para nós fazer nossa carne morrer do que ter muito dinheiro na conta. Precisamos fazer de nossa boca instrumento de benção e não de maldição para quem está à nossa volta. Para tanto, deixemos Deus mudar nossos pensamentos, peçamos sabedoria a Ele. Ouçamos mais, falemos menos. Não permitamos nossa ira ser expressa por nossas palavras. É melhor conquistar a si do que conquistar uma cidade. Dominar nossa língua e não apenas os animais. Vale a pena e é possível em Deus!

 

            Tiago diz que os animais do céu, da terra e da água são domados pelo homem, mas ele não consegue domar sua língua. Às vezes é mais fácil lidar com o que está fora de nós do que com o que está em nós. Evitamos ser destruídos do lado de fora, mas acabamos perdendo a bênção do lado de dentro. Bendizer a Deus e amaldiçoar os homens não é correto e coerente para quem nasceu de novo. O autor nos mostra que homem sem Deus não consegue controlar sua própria língua. Mas, ao voltar a se dirigir aos irmãos, ele diz que não é conveniente a nós fazermos isso. Dando a entender que é possível aos cristãos dominar o que falam.

 

            Ele estabelece a impossibilidade de uma fonte jorrar dois tipos de água e de uma árvore dar dois tipos de fruto para mostrar que um cristão não pode abençoar e amaldiçoar ao mesmo tempo. Pelo Espírito de Deus não daremos águas amargas e nem frutos da carne. Pelo Espírito podemos dominar nossa carne!

 

 

Por Drummond Lacerda – Professor do Seminário Teológico Carisma da IBL.

* Os textos publicados nesta seção são de responsabilidade exclusiva de seus autores!
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